Jazz!
Era jazz. O som entrava pelos meus ouvidos fazendo-me jurar que estava levitando. Sentia a alma filtrar, rejuvenescer. Dentre os meus devaneios, as lembranças dele se sobressaíram. Abri os olhos e pude ver a silhueta conhecida e como uma explosão me movi parar correr até onde estava, porém a continuidade da silhueta me fez petrificar. Uma de suas mãos estava entrelaçada com outra mão, a de uma garota conhecida. Meus pés se fixaram no chão, meus ouvidos se fecharam para o jazz. Foi exatamente nesse momento que eu me dei conta de que estava apaixonada todo aquele tempo, e nesse mesmo momento resgatei a certeza que morava no fundo do meu peito: de que mais uma vez eu havia errado.

